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PIB e inadimplência no Sistema de Consórcios: como se relacionam?

Publicado por Shaiane Giusti em 21/10/2021



Em termos de importância para o PIB do Brasil, há que se considerar a elevada participação que o Sistema de Consórcios possui. Em 2020, o setor ampliou sua participação em relação ao ano anterior e chegou a 3,9%.

Já em termos macroeconômicos, há uma estreita relação da inadimplência com o PIB. Recessões econômicas trazem a reboque todas as consequências já conhecidas. Ainda que alguns setores sejam mais afetados do que outros, de forma geral todos são atingidos.

E como o PIB afeta o Sistema de Consórcios?


No Sistema de Consórcio não tem sido diferente, de acordo com o economista da ABAC, Luiz Antonio Barbagallo. “Ao analisar a evolução do PIB e da inadimplência geral de 2010 a 2020, que é calculada entre todos os consorciados contemplados ativos e não somente para aqueles em débito há até 1 ano, constata-se essa estreita relação”, adianta Barbagallo. 


A relação entre PIB e inadimplência no período de 2010 a 2019 leva a uma correlação negativa de – 70%. Isto reafirma que índices de inadimplência são influenciados pelo desempenho da economia. 

Nos anos de 2015 e 2016, essa relação ficou mais evidente, como confirmam os indicadores de PIB negativo, -3,5% em ambos. Já a inadimplência, saiu de 5,03%, em 2014, para 6,42%, em 2015, e para 7,09%, em 2016. “O fato curioso é que o ano de 2020 fugiu à regra, pois a inadimplência caiu mesmo com o PIB registrando queda de 4,58%, quando deveria subir”, diz Barbagallo.

“Se incluirmos esse ano no cálculo, o percentual de correlação se modificará para -46%, o que claramente mostra a contaminação do cálculo pela relação atípica dos indicadores em 2020”, conclui o economista. 


Rápida recuperação após impacto da pandemia


Com a pandemia vivenciada no ano passado, surgiram várias decorrências. A principal foi o impacto inicial, amortecido pela rápida recuperação do Sistema de Consórcios nos meses seguintes. “Vale destacar também, como apontado no Panorama do Sistema de Consórcios, publicado pelo Banco Central do Brasil, a contribuição dos esforços das administradoras em suas campanhas de renegociação, parcelamentos e recebimentos futuros. Some-se as parcerias com seguradoras e as fundamentais flexibilizações permitidas pela Circular do Banco Central 4.009, de 2020″, aponta Luiz Barbagallo.

Há também outros fatores que colaboraram na recuperação econômica. O primeiro foi o auxílio emergencial, benefício criado para garantir uma renda mínima aos brasileiros em situação mais vulnerável durante a pandemia. Houve ainda o aquecimento de setores ligados ao agronegócio, com inclusão do transporte rodoviário de carga com os veículos pesados e pelas máquinas e implementos destinados à agricultura. Outro importante setor foi o dos serviços de entregas, realizados com o delivery, feito especialmente por motociclistas.


fonte: https://blog.abac.org.br/drops-de-mercado/pib-inadimplencia-consorcio-relacao


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